December 13, 2007

Inspiration In Others II

Descobri uma fonte incrível de belos textos. Pedaços irrepetíveis como «Tudo o resto é a vida e o que soubermos acontecer de olhos nos olhos, corpo a corpo, com a alma na mão. Quando te encostas a mim ouves, certamente, o que te diz o meu coração: 'sempre'.» apresentam-nos a um poema, a um filme, a tudo. Incrível.

Always dentrodocopovazio.blogspot.com

December 12, 2007

Spashley

A série é fraquinha, é sim senhora, principalmente para quem vem de uma dose extra-large de "The L Word", mas a personagem Ashley tem tiradas brilhantes e é muito cómica quando quer :D Ora "beijam" este piscar de olho ao eventual preconceito de uma mãe ao receber "a" notícia da filha ;)


December 06, 2007

Inspiration In Others


Nestes tempos em que as palavras não saem, recorro às dos outros. Natalie Portman tem aqui umas tiradas brilhantes a propósito de temas tão variados como Shakespeare, Madrid, o mundo e a guerra. Ora deleitem-se s. f. f.:

"Shakespeare, por exemplo, escreveu várias vezes sobre como as pessoas se libertam disfarçando-se."

"(...) Sinceramente, não vejo diferenças morais entre um soldado americano que luta pelo seu país e um terrorista suicida disposto a dar a vida para defender a sua causa." Esta é arriscada...

"(...) Na verdade, não podemos abdicar totalmente da violência num mundo violento; senão, extinguimo-nos." So true...

"A nossa história está tão cheia de mártires como a dos nossos inimigos." Ora toma.

"Madrid é uma cidade estranha. É um lugar muito vivo, sempre cheio de gente na rua. Se estamos sozinhos, sentimo-nos ainda mais sós. Talvez por isso, devo ter sido a pessoa que mais vezes foi ao Museu do Prado neste último ano." How cute is that??

November 18, 2007

Belissimo - Ilya

Este é "o" vídeo musical que vale muito mais do que muitos filmes, é um poema, lindo, lindo.

Concordam?

E quem é a moça, quem é?? É a nossa Lena Headey sim senhora! Que leva o prémio para casa e não a bicicleta lol :D

http://www.youtube.com/watch?v=6ABniEx20dc

November 13, 2007

Five Monuments

E vai uma: Angelina

E vão duas: Sarah

E vão três: Rhona

E vão quatro: Jennifer

E ficam cinco: Michelle

November 12, 2007

Imagine Me & You

Não faço outra coisa senão isso. O factor "eu" é constante, como convém; o factor "tu" é que vai mudando. Pode ser muito intenso e completamente avassalador, mas passada a tempestade vem a bonança, por sua vez expulsa por outra tempestade, com outro nome, com outra fragância e outros talentos. Perco-me dentro de mim mesma naquela adoração platónica, imaculada. Perco-me tantas vezes que quando me reencontro já não me reconheço, já sou outra pessoa, incrédula com o que fui dois minutos antes. Desfaço-me nos pedaços de pão deixados pelo caminho para marcar o regresso seguro a casa, entretanto devorados pelo tempo, o implacável devorador de mundos, imparável e incansável devorador de almas. É ele o derradeiro desafio, a superior ambição do comum mortal de o tocar e manipular, numa tentativa de se preservar a si próprio mas só alcançando a sua extinção.
És tu a fonte do tempo. Foi através de ti que o manipulei, foi dentro de ti que o parei e foi dentro de mim que o ultrapassaste.

October 29, 2007

Claro

Claro que dei de caras contigo. Só podia. Mas um dia antes tinha dado de caras com uma nova chama a quem sorri e por quem esperava ver... mesmo esperando algo a reacção é sempre química e quase incontrolável... lá me controlei e lá cumprimentei, de sorriso aberto. Foi ar fresco.

October 28, 2007

Mutualismo

Por definição, uma depende da outra e ambas não sobrevivem sem a sua "outra metade". Bela definição, tão fria e tão certeira ao mesmo tempo.
Sendo assim, chego à conclusão de que já fui "mutual", quando dito em inglês forma uma tão bela palavra, cheia de cortesia e calor. E daí chego à tão ambicionada "recíproco". Sim, fui "reciprocada", mas por ter sido tão efémero, apesar dos meses de encantamento, quase se desvanece no tempo. Quando me lembro que senti o que senti pasmo-me "in owe", em admiração, em estupefação, em estupidificação, whatever.
E daí é um passo para que me entres nos sonhos, com toda a tua força e vulnerabilidade, toda a tua carne e sentimento.

Que é feito de ti? Andas perdida no mundo? Procuras-me nas memórias? Que é feito de ti?

Que é feito de mim?

October 11, 2007

Longe

Estás cada vez mais longe no tempo, mas não te afastas de mim, nem um milímetro, nestes dias cinzentos, sem cor, ruidosos e sem som, sem ar, sem tudo, só comigo. Quanto tempo mais? Até alguém pegar em mim como tu pegaste. E eu não saí mais de ti, nem tu de mim. Sabes isso? Sentes isso? Lembras-te disso?

October 02, 2007

October Fest

Outubro é um mês feio. Nasce num aniversário fúnubre. Tem vida num nome cinzento, palavra obtusa, enrolada em si própria. Continua no tempo: vento e chuva iniciam a sua relação amorosa, acariciando-se ou ferindo-se, conforme a disposição de quem os observa, amantes ignorantes de tudo o resto. Corta de vez com o Verão assim de repente, sem pedir licença, sem limpar os pés.
Acaba numa despedida electrónica, num corte umbilical, numa amputação de meia alma, ou mais de meia alma, de toda a alegria que se conheceu e em mais ninguém se encontrou, em mais ninguém se saciou.

Outubro é feio. E longo. E cinzento.

September 18, 2007

Cobertor

Tremo na noite escura e fria, tão escura e tão fria. A minha inaptidão destapou-me de um cobertor que não me aquece há anos, que se colava a mim sem eu precisar de fazer nada, apenas estar ao teu lado.. Apenas ser carne e sangue e vida em ti. Apodreço na minha campa, na minha cama, na minha vida por viver.
A minha mão ainda preenche as tuas costelas, os dedos ocupando-lhes os espaços e a palma sugando-lhes o calor. Ainda percorro os teus lábios, mensageiros da água da vida e da morte. Nasci e morri em ti. Morri contigo.

September 11, 2007

Seis anos de impotência

Há seis anos assisti ao filme de terror que me incomodou para o resto da vida, os outros apenas me incomodaram por uns minutos ou por umas horas. Assisti de mão na boca, de mãos na cabeça, os monstros caíram com fúria sobre os inocentes, o pó invadiu a cidade, o rasto feriu o globo e o sangue banhou os mortais.
Conseguiram assustar-me, senti medo de andar na rua.
Incrível. Incrível como pode uma coisa destas acontecer perante os meus olhos e a minha impotência. Sou impotente perante este mundo. Cruel e cheio de monstros e sombras.
Sou impotente perante a crueldade do mundo. Não sou nada.

September 09, 2007

Now kiss me

"Back in green youth, Claire became an advocate for flavored kisses. She would break off new spring growth at the end of a birch twig, peel the dark bark to the wet green pulp, and fray the fibers with her thumbnail - then put the twig in her mouth and hold it there like a cheroot. After a minute she´d toss it away and say, Now kiss me. And her mouth had the sweet sharp taste of birch. In summer, she did the same with the clear drop of liquid at the tip of honeysuckle blossoms, and in the fall with the white pulp of honey-locust pods. And in winter with a dried clove and a broken stick of cinnamon. Now kiss me."

Now kiss me.

July 17, 2007

Dana/Lara

Ok, se a moda é pôr os clips dos casais favoritos, aqui vai o meu... com uma música de fundo altamente, Portishead.

http://www.youtube.com/watch?v=TZEzsNwdxRw&mode=related&search=

July 02, 2007

Queres?

Queres dar-me a mão e nunca mais a largares, mesmo quando tivermos uma cidade entre nós? Queres mergulhar em mim e não te secares mais, mesmo com um rio entre nós? Queres enlaçar-me e não abrires mais, mesmo com o mundo entre nós? Eu quero. Quero conquistar o mundo, vencer o rio e percorrer a cidade para chegar até ti, a minha meta e o meu ponto de partida.
Eu quero tudo: quero-te a ti.

June 21, 2007

Outra Vez

Sonhei contigo. Outra vez. Talvez influência inconsciente de te ter visto, de me ter sentado do outro lado da sala mas na mesma fila, sem ninguém entre nós, virei-me para ti e olhei-te sem medo... ou com medo mas não lhe dando o habitual espaço e reino. Ficou-me a recorrente sensação de que não me olhaste porque sabias que eu o fazia. Olhavas para o gajo a babar atrás de ti mas só me vias a mim. Estou a delirar? Sou ingénua? Siiiiimmmm, eu sei que sim. Mas que interessa isso? Sonhei contigo, e isso ninguém me tira. Entraste e não sais. Sem o quereres, talvez, sem o saberes, se calhar, sem acreditares, de certeza. Entra e não saias.

May 13, 2007

Rendição

Esta noite sonhei contigo. Sonhei mesmo contigo. Levaste-me às costas, embriagaste-te de mim, enfrentei-te os olhos, segurei-te a cara, abracei-te o tronco, fraquejaram-me as pernas, intensificaste a expressão e disseste-me sem palavras que gostas de mim como eu gosto de ti. Fora de sonhos e devaneios, esse diálogo silencioso acontece, pelo menos eu sinto que sim, a forma como me olhas, como evitas o meu olhar, como revejo o meu desconforto no teu nas poucas (tão poucas) ocasiões que estás ao meu alcance, o meu nervosismo idiota e risonho e brincalhão, tudo me diz que sim, que sim, que me pertences em mente ou espírito ou alma.
Se eu fosse leoa agarrava-me a ti e não te deixava até que te rendesses sem hipótese de retorno ou arrependimento. Se fosse águia sobrevoava-te de acordo com a tua disposição de sol ou sombra. Se fosse alguma coisa que não eu, não te largava até te renderes. Rende-te. Aconchega-te em mim. Rende-te em mim.

May 05, 2007

Música - Tegan & Sara

Alguém conhece? Se sim, devem saber que são gémeas, canadianas e... gay... mas isso são pormenores insignificantes (ou não) porque têm música muito gira. Lembro-me de All You Got ou City Girl, The First ou My Number.

Têm letras directas, sem metáforas e out of the closet mas nada de mau gosto.

Por exemplo, qualquer coisa como Living Room: "My windows look into your bathroom / Where I spend the evening watching you get yourself clean / (...) / I hope I never figure out / Who broke your heart / And if I do, if I do / I'd spend all night losing sleep".

Fico à espera do feedback.

Beijos, Mia

March 31, 2007

Unsent

É triste sentir tanto e manter tudo cá dentro. Se algum dia me abrir contigo, antevejo fogo de artifício e um mar de ternura, onde me banho demoradamente.
Quando é que te toco? Faltará muito para chegar o primeiro dia do resto da minha vida? Nunca mais chego ao meu porto de abrigo.
Vejo-me dar-te a mão. Vejo-me feliz contigo. Mal posso esperar pelos teus olhos. Sempre que olhas nos meus mergulho naquele atordoamento/encantamento sem defesas possíveis.

Algo me assusta. Olho mil vezes para a porta para ver se entras; quando o fazes não consigo olhar-te.
Ontem toquei-te.
Perguntaste "o que é que estás aqui a fazer?" e desarmaste-me.
(25 Janeiro)

E cada dia morro mais um bocadinho pela falta de oxigénio, nesta espera do que quero e nesta saudade do que já tive. Foi o melhor e o pior que já me aconteceu. Fui atropelada por um camião e ainda não descobri onde aterrei. Já vejo a pista, na tua forma, o farol nos teus olhos, a segurança na tua pele morena. A grande incógnita é a hora da chegada. Não sei o que fazer para chegar ao meu destino. Quando estás por perto tudo treme. Por dentro.

A solidão faz-me companhia e eu a ela. Esta espera por ti sei que vale a pena.

January 18, 2007

The Longing

I´m waiting for you. Do you know how long has this longing been, this emptyness of everything, in an urge of having everything?
What I really want is to look into the depth of you and feel your warmth, to know your cumplicity and you to know mine, to get lost in your complexity and you to get lost in mine, to experience your intensity and you to experience mine.
"Imagination feels the void of my existence": I cuddle in your aura, hold your hand, and then the other, kiss the warm palm and I finally breed. I feed myself whatever comes from you, I breed your skin and touch your lips, drawing in them the map that takes me to the future. I kiss them with sweetness and my beeing almost stops, at the pace of everything surrounding and observing us. I breed in you, oxigen since ever. I fall asleep and wake up with you inside of me.
(25 September 2006)